{"id":1552,"date":"2014-05-28T19:21:00","date_gmt":"2014-05-28T19:21:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sarves.com.br\/chamada\/?p=1552"},"modified":"2024-07-16T11:43:15","modified_gmt":"2024-07-16T11:43:15","slug":"fatos-sobre-o-pecado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sarves.com.br\/chamada\/fatos-sobre-o-pecado\/","title":{"rendered":"Fatos Sobre o Pecado"},"content":{"rendered":"\n<p>Ao procurar a liberta\u00e7\u00e3o do poder do pecado que habita em n\u00f3s, h\u00e1 algumas verdades que podem ser especialmente \u00fateis. Vamos consider\u00e1-las.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">As duas naturezas<\/h2>\n\n\n\n<p>Devemos lembrar que existem duas naturezas em cada crist\u00e3o (Romanos 7.14-25). Uma \u00e9 a velha natureza maligna e corrupta que nasce com ele. A outra \u00e9 a nova natureza pura e santa que ele recebe na sua convers\u00e3o. Podemos cham\u00e1-las a natureza de Ad\u00e3o e a natureza de Cristo. Um crist\u00e3o explicou isso da seguinte forma: \u201cO pecado foi retirado do meu cora\u00e7\u00e3o, mas ainda imito o meu bisav\u00f4\u201d (isto \u00e9, a velha natureza).<\/p>\n\n\n\n<p>A velha natureza \u00e9 completamente m\u00e1. A experi\u00eancia de Paulo tamb\u00e9m \u00e9 a nossa. Ele disse:\u201cPorque eu sei que em mim, isto \u00e9, na minha carne, n\u00e3o habita bem nenhum\u201d (Romanos 7.18a). Portanto, nunca devemos procurar uma tend\u00eancia boa na nossa velha natureza, e nunca devemos ficar desapontados ou surpreendidos quando n\u00e3o encontramos essa tend\u00eancia boa. Ela n\u00e3o s\u00f3 \u00e9<em>&nbsp;completamente<\/em>&nbsp;m\u00e1, \u00e9&nbsp;<em>incuravelmente<\/em>&nbsp;m\u00e1! Depois de uma vida inteira tentando ser correta, ela n\u00e3o ficar\u00e1 melhor do que era quando essa vida come\u00e7ou. De fato Deus n\u00e3o tem interesse em melhorar a velha natureza. Ele condenou-a na cruz do Calv\u00e1rio, e quer que nos mantenhamos alheios a todas as tentativas que ela faz para controlar as nossas vidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Paulo igualou a velha natureza a um cad\u00e1ver amarrado \u00e0s suas costas. (\u00c9 claro que o corpo estava se decompondo e cheirava mal.) Tinha que transport\u00e1-lo onde quer que fosse, o que o fazia gritar de ang\u00fastia:&nbsp;\u201cDesventurado homem que sou! Quem me livrar\u00e1 do corpo desta morte?\u201d (Romanos 7.24)<\/p>\n\n\n\n<p>A nova natureza \u00e9 a vida de Cristo e por isso mesmo \u00e9 totalmente boa, tendo capacidade para fazer somente o bem. \u00c9 pura, nobre, justa, cheia de amor e verdadeira. Todos os seus pensamentos, desejos, motivos e a\u00e7\u00f5es s\u00e3o semelhantes a Cristo.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 de se admirar que duas naturezas t\u00e3o opostas estejam sempre em constante conflito. (Seria quase imposs\u00edvel coexistirem pacificamente, n\u00e3o \u00e9?) Esse conflito tem in\u00edcio na convers\u00e3o, quando o novo crente experimenta uma tens\u00e3o interior que nunca experimentara antes. A velha natureza procura abat\u00ea-lo, mant\u00ea-lo em baixo, tal como a lei da gravidade, mas a nova natureza quer elev\u00e1-lo \u00e0s maiores alturas da santidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A guerra \u00e9 t\u00e3o intensa que ele \u00e9 por vezes levado a duvidar da sua salva\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o deve duvidar. O pr\u00f3prio fato de experimentar este conflito, mostra que \u00e9 possuidor da salva\u00e7\u00e3o. Se n\u00e3o tivesse duas naturezas nunca o experimentaria.<\/p>\n\n\n\n<p>Este conflito tem sido comparado \u00e0 experi\u00eancia de Rebeca quando sentiu os g\u00eameos a lutarem dentro do seu ventre e gritou: \u201cPor que sou eu assim?\u201d O que aconteceu a Rebeca acontece nos cora\u00e7\u00f5es de todos os verdadeiros Filhos de Deus, que procuram viver com ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando ficamos conscientes da presen\u00e7a do Esp\u00edrito, o traidor que habita em n\u00f3s tamb\u00e9m se manifesta. O crist\u00e3o novo tem vontade de gritar: \u201cPorque eu sou assim?\u201d O irm\u00e3o mais velho, a carne, quer fazer tudo a seu modo. O irm\u00e3o mais novo, o Esp\u00edrito, \u00e9 calmo e sossegado, parecendo incapaz de vencer. Mas para n\u00f3s, tal como com os filhos de Rebeca, o mais velho servir\u00e1 o mais novo. Porque Deus prometeu aben\u00e7oar tudo o que vem do Esp\u00edrito e n\u00e3o o que vem da carne (Barnhouse).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"https:\/\/loja.chamada.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"169\" src=\"https:\/\/sarves.com.br\/chamada\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/loja-banner-1024x169-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3787\" srcset=\"https:\/\/sarves.com.br\/chamada\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/loja-banner-1024x169-1.jpg 1024w, https:\/\/sarves.com.br\/chamada\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/loja-banner-1024x169-1-300x50.jpg 300w, https:\/\/sarves.com.br\/chamada\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/loja-banner-1024x169-1-768x127.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>A batalha que come\u00e7ou com a convers\u00e3o continuar\u00e1 durante toda a vida. Nunca se est\u00e1 de licen\u00e7a nesta guerra, s\u00f3 a morte ou o Arrebatamento nos dar\u00e3o a liberdade, mas seremos libertados da nossa velha natureza no momento em que virmos o Salvador, pois ao v\u00ea-lo seremos feitos semelhantes a ele.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante que nos apercebamos que todos os filhos de Deus vivem este conflito. Paulo recorda-nos que n\u00e3o sobrevir\u00e1 nenhuma tenta\u00e7\u00e3o que n\u00e3o seja \u201chumana\u201d (1Cor\u00edntios 10.13). Os jovens, lutando com problemas juvenis, est\u00e3o inclinados a pensar que os mais velhos, ou os pregadores, os pastores ou os mission\u00e1rios est\u00e3o isentos das paix\u00f5es sombrias e das ardentes tenta\u00e7\u00f5es. \u00c9 um perfeito disparate! Tal como Rebeca teve dois beb\u00eas que lutaram no seu ventre (G\u00eanesis 25.22-23), tamb\u00e9m cada crente tem duas naturezas que lutam no seu interior.<\/p>\n\n\n\n<p>A velha natureza alimenta-se de tudo o que \u00e9 impuro, enquanto que a natureza nova anseia pelo que \u00e9 puro e santo. S\u00e3o como o corvo e a pomba que No\u00e9 deixou sair da arca. O corvo imundo alimentava-se de todo o lixo e podrid\u00e3o que flutuavam nas \u00e1guas, mas a pomba regressava sempre \u00e0 arca at\u00e9 ao dia em que p\u00f4de encontrar um lugar limpo para pousar e alimentar-se (G\u00eanesis 8.6-12). Assim, a velha natureza deleita-se com a lasc\u00edvia de Hollywood e a imund\u00edcie da TV. Mas a nova natureza anseia pelo leite sincero da palavra de Deus. \u00c9 importante saber que a natureza que nutrimos \u00e9 aquela que ir\u00e1 vencer. Um homem queixava-se que os seus dois c\u00e3es brigavam constantemente. Um amigo indagou: \u201cQual deles vence?\u201d, ao que ele respondeu: \u201cAquele que eu incentivo\u201d. \u00c9 assim com as duas naturezas, aquela que incentivarmos ir\u00e1 vencer. O caso do cuco tamb\u00e9m ilustra este fato. O cuco p\u00f5e um ovo no ninho de outro p\u00e1ssaro, depois deixa que a outra ave o choque juntamente com os seus ovos. Quando a m\u00e3e de outra esp\u00e9cie traz comida para o ninho, encontra apenas bicos abertos para a receber. Ent\u00e3o, tudo depende do bico que ela vai alimentar. Se o jovem cuco for alimentado, ir\u00e1 expulsar os outros passarinhos do ninho empurrando-os para o ch\u00e3o. Assim acontece no ninho da nossa vida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Foi a minha velha natureza que o fez<\/h2>\n\n\n\n<p>N\u00e3o devemos desculpar o nosso pecado culpando a velha natureza. Essa forma de transfer\u00eancia de culpa n\u00e3o funciona. Deus responsabiliza a pessoa e n\u00e3o a natureza. Talvez j\u00e1 tenha ouvido a hist\u00f3ria do motorista, apanhado em excesso de velocidade, que disse ao juiz: \u201cFoi a minha velha natureza que estava em excesso de velocidade\u201d. Ao que o juiz replicou: \u201cMulto a sua velha natureza em 50&nbsp;libras por excesso de velocidade, e multo a sua nova natureza em 50 libras por ser conivente com a primeira\u201d. Culpar a velha natureza n\u00e3o \u00e9 uma boa solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Os atos de pecado e a pr\u00e1tica do pecado<\/h2>\n\n\n\n<p>Outra verdade que devemos ter presente \u00e9 que h\u00e1 uma diferen\u00e7a entre cometer atos de pecado e ser dirigido pelo pecado. Todos os crentes cometem atos de pecado apesar das suas vidas n\u00e3o serem dominadas pelo pecado. N\u00e3o est\u00e3o&nbsp;<em>sem pecado<\/em>, mas&nbsp;<em>pecam menos<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sua primeira ep\u00edstola, Jo\u00e3o deixa bem claro que os crentes pecam, afirmando que se o negarmos, enganamo-nos a n\u00f3s mesmos e fazemos Deus mentiroso (1.8-9). Mas continua dizendo:&nbsp;\u201cTodo aquele que permanece nele n\u00e3o vive pecando; todo aquele que vive pecando n\u00e3o o viu, nem o conheceu. Aquele que pratica o pecado procede do Diabo, porque o Diabo vive pecando desde o princ\u00edpio. Todo aquele que \u00e9 nascido de Deus n\u00e3o vive na pr\u00e1tica de pecado; pois o que permanece nele \u00e9 a divina semente; ora, esse n\u00e3o pode viver pecando, porque \u00e9 nascido de Deus\u201d (1Jo\u00e3o 3.6,8a,9).<\/p>\n\n\n\n<p>O fato de Jo\u00e3o falar sobre o pecado \u00e9 apoiado pela afirma\u00e7\u00e3o de que o Diabo pecou desde o princ\u00edpio (3.8); sempre tem sido este o seu comportamento. Mas os crentes n\u00e3o s\u00e3o do Diabo; as suas vidas n\u00e3o s\u00e3o caracterizadas pelo pecado. Levanta-se, assim, a quest\u00e3o: \u201cQuando \u00e9 que&nbsp;<em>cometer<\/em>&nbsp;um pecado \u00e9&nbsp;<em>praticar<\/em>&nbsp;o pecado?\u201d A B\u00edblia n\u00e3o responde a esta quest\u00e3o. Se o fizesse levar\u00edamos a permissividade at\u00e9 aos seus limites m\u00e1ximos. O sil\u00eancio da Palavra de Deus serve como um saud\u00e1vel aviso contra&nbsp;<em>todo<\/em>&nbsp;o pecado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u00c9 poss\u00edvel perfei\u00e7\u00e3o sem pecado?<\/h2>\n\n\n\n<p>Alguns sinceramente acreditam que \u00e9 poss\u00edvel um crente atingir o n\u00edvel onde j\u00e1 n\u00e3o se peca, onde se atingiu a perfeita santifica\u00e7\u00e3o. Defendem que atrav\u00e9s de uma experi\u00eancia de crise com o Esp\u00edrito Santo, normalmente ap\u00f3s a convers\u00e3o, a natureza pecaminosa \u00e9 erradicada e que depois dessa ocasi\u00e3o jamais se peca.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem defende estes princ\u00edpios simplesmente n\u00e3o entende o que \u00e9 o pecado. O pecado \u00e9 qualquer ato ou palavra que n\u00e3o esteja exatamente de acordo com a perfei\u00e7\u00e3o de Deus (Romanos 3.23). \u00c9 insubmiss\u00e3o \u00e0 Lei, ou seja, a determina\u00e7\u00e3o de fazer a nossa pr\u00f3pria vontade (1Jo\u00e3o 3.4). N\u00e3o \u00e9 apenas fazer o que est\u00e1 errado, mas deixar de fazer o que est\u00e1 certo (Tiago 4.17). \u00c9 fazer qualquer coisa que a nossa consci\u00eancia condene (Romanos 14.23). \u201cO pecado polui a melhor coisa que um crente possa fazer. Mancha o seu arrependimento. H\u00e1 imund\u00edcie nas suas l\u00e1grimas e descren\u00e7a na sua f\u00e9\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO crist\u00e3o verdadeiro n\u00e3o \u00e9 aquele que perdeu a capacidade de pecar, mas perdeu sim, o desejo e a vontade de pecar\u201d. Agora ele odeia o pecado; quando peca envergonha-se e \u00e9 inundado de um sentimento de impureza.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas algu\u00e9m poder\u00e1 perguntar: se um crist\u00e3o n\u00e3o pode estar sem pecado, porque 1Jo\u00e3o 2.1 diz:&nbsp;\u201cFilhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que n\u00e3o pequeis\u201d? A resposta \u00e9 que o padr\u00e3o de Deus&nbsp;\u00e9&nbsp;sempre a perfei\u00e7\u00e3o. Um Deus santo n\u00e3o pode passar por cima de nenhum pecado. Ele nunca poderia dizer, por exemplo: \u201cPequem o m\u00ednimo poss\u00edvel\u201d. Isso seria aprovar o pecado e Deus n\u00e3o poderia fazer isso. Assim o modelo que ele tem para o seu povo \u00e9 a perfei\u00e7\u00e3o, mas Ele imediatamente tomou medidas preventivas no caso de falharmos. No mesmo vers\u00edculo pode ler-se:&nbsp;\u201cSe, todavia, algu\u00e9m pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo\u201d.&nbsp;E, no cap\u00edtulo anterior, Ele j\u00e1 tinha insistido que os crentes pecavam. Notem:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cSe dissermos que n\u00e3o temos pecado nenhum, a n\u00f3s mesmos nos enganamos, e a verdade n\u00e3o est\u00e1 em n\u00f3s. Se dissermos que n\u00e3o temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra n\u00e3o est\u00e1 em n\u00f3s.\u201d (1Jo\u00e3o 1.8,10)<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>\u00c9 verdade que h\u00e1 vers\u00edculos que parecem dizer que um crente pode n\u00e3o pecar. Primeiramente Romanos 6.2 diz que o crente morreu para o pecado, mas refere-se \u00e0 posi\u00e7\u00e3o do crente em rela\u00e7\u00e3o a Deus. Aos olhos de Deus ele morreu com Cristo. O velho homem foi crucificado com Ele. Mas, no vers\u00edculo 11, Paulo diz que devemos nos considerar mortos para o pecado e que essa deve ser a nossa forma de viver diariamente. Ent\u00e3o, se o vers\u00edculo 2 significasse que n\u00e3o t\u00ednhamos pecado, a exorta\u00e7\u00e3o do vers\u00edculo 11 seria desnecess\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 mais tr\u00eas vers\u00edculos que falam do crente tendo sido liberto do pecado (Romanos 6.7,18,22). Em todos eles o ap\u00f3stolo usa a ilustra\u00e7\u00e3o dos escravos e do senhor. Antes de sermos salvos \u00e9ramos escravos do pecado. Com a morte de Cristo, morremos para o pecado como&nbsp;<em>nosso senhor<\/em>. Fomos libertos do dom\u00ednio do pecado, tornando-nos servos da justi\u00e7a e de Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>O Novo Testamento tem passagens que usam palavras como:&nbsp;<em>perfeito, aperfei\u00e7oado e perfei\u00e7\u00e3o,&nbsp;<\/em>que poderiam levar o leitor mais descuidado a inferir isen\u00e7\u00e3o de pecado&nbsp;(Mateus 5.48; Filipenses 3.12,15; 2Tim\u00f3teo 3.16-17; Hebreus 6.1; 9.9; 10.14; 13.20-21; Tiago 3.2b; Apocalipse 3.1-2).<\/p>\n\n\n\n<p>Falando de um modo geral, a palavra&nbsp;<em>perfeito<\/em>&nbsp;significa completo, maduro, adulto. Ao ser aplicada a um crente que ainda viva na Terra, nunca poder\u00e1 significar aus\u00eancia de pecado. Hebreus 9.9 fala duma&nbsp;<em>consci\u00eancia<\/em>&nbsp;perfeita perante&nbsp;Deus. Hebreus 10.14 refere-se a uma&nbsp;<em>posi\u00e7\u00e3o<\/em>&nbsp;perfeita perante&nbsp;Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1Tessalonicenses 5.23 encontramos outro vers\u00edculo que tem sido usado para ensinar perfei\u00e7\u00e3o sem pecado, mas a\u00ed Paulo est\u00e1 orando para que a santifica\u00e7\u00e3o seja extens\u00edvel a todo o ser do crente \u2013 esp\u00edrito, alma e corpo \u2013 para que esteja irrepreens\u00edvel na Vinda do Senhor.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois, tamb\u00e9m temos os vers\u00edculos bastante perturbadores da Primeira Ep\u00edstola de Jo\u00e3o (3.6,9; 5.19). Como j\u00e1 foi explicado, estes vers\u00edculos falam de comportamento habitual, e por isso mesmo encontram-se no tempo presente. A pessoa que nasceu de Deus n\u00e3o pratica o pecado, n\u00e3o vive no pecado. O pecado n\u00e3o caracteriza a sua vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas devemos levar a s\u00e9rio a doutrina da perfei\u00e7\u00e3o sem pecado? Qualquer doutrina que v\u00e1 contra a Palavra de Deus \u00e9 um assunto s\u00e9rio. Muitos dos crentes honestos e sinceros, que se esfor\u00e7aram por viver uma vida de perfei\u00e7\u00e3o sem pecado, acabaram desiludidos e, em muitos casos, sofreram de depress\u00e3o e de esgotamento nervoso. No seu livro <em>Santidade: A Falsa e a Verdadeira<\/em>,&nbsp;H. A. Ironside nos fala sobre a sua pr\u00f3pria f\u00fatil busca da santifica\u00e7\u00e3o completa, o desgaste emocional que sofreu e da paz que inundou a sua vida ao descobrir a verdadeira doutrina da santidade crist\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">N\u00e3o posso impedir-me de pecar<\/h2>\n\n\n\n<p>N\u00e3o devemos dizer que temos de pecar. A B\u00edblia nunca afirma isso, e n\u00e3o \u00e9 verdade. Ao dizermos que temos de pecar, estamos efetivamente duvidando que o Esp\u00edrito Santo seja poderoso para nos auxiliar a resistir \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o. Mas ele tem esse poder. O problema est\u00e1 em n\u00f3s, n\u00e3o nele. Pecamos quando n\u00e3o fazemos uso do Seu poder. Pecamos quando queremos.<\/p>\n\n\n\n<p>Dizer que tenho de pecar \u00e9 negar os fundamentos do cristianismo, porque o pecado n\u00e3o tem dom\u00ednio sobre o crente (Romanos 6.14); dizer que n\u00e3o posso pecar \u00e9 enganar-me a mim mesmo (1Jo\u00e3o 1.8). Dizer que n\u00e3o preciso pecar \u00e9 afirmar um princ\u00edpio divino porque a lei do Esp\u00edrito da vida em Cristo me livrou da lei do pecado (Romanos 8.2). Gra\u00e7as sejam dadas a Deus que nos d\u00e1 a vit\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Relacionamento e comunh\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Quando um crente peca, n\u00e3o perde a salva\u00e7\u00e3o, mas perde a alegria da salva\u00e7\u00e3o. A comunh\u00e3o na fam\u00edlia de Deus \u00e9 interrompida, mas ele n\u00e3o perde o relacionamento com Deus. Atrav\u00e9s do novo nascimento, torna-se um filho de Deus, e isso nunca ser\u00e1 mudado. No entanto, ao pecar, a comunh\u00e3o com Deus fica interrompida, porque&nbsp;\u201cDeus \u00e9 luz, e n\u00e3o h\u00e1 nele treva nenhuma\u201d (1Jo\u00e3o 1.5). O feliz esp\u00edrito de fam\u00edlia continuar\u00e1 interrompido at\u00e9 o pecado ter sido confessado e abandonado (1Jo\u00e3o 1.9; Prov\u00e9rbios 28.13).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">H\u00e1 pecados invenc\u00edveis?<\/h2>\n\n\n\n<p>O crente deve saber que h\u00e1 liberta\u00e7\u00e3o para todo e qualquer pecado que cometa (1Cor\u00edntios 10.13). Todos n\u00f3s temos algum pecado que nos atinge, um intruso que nos mant\u00e9m em seu poder, um h\u00e1bito que nos derrota. Quantas vezes nos desesperamos em conseguir, alguma vez, a liberdade completa e final! A verdade \u00e9 que tanto a Palavra de Deus como a experi\u00eancia humana mostram que n\u00e3o h\u00e1 nada grande demais para Deus, nenhum pecado ultrapassa o seu poder.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">N\u00e3o um ato mas um processo<\/h2>\n\n\n\n<p>No entanto, \u00e9 igualmente importante saber que n\u00e3o haver\u00e1 uma experi\u00eancia \u00fanica que nos d\u00ea a liberta\u00e7\u00e3o de uma vez para sempre do poder do pecado que habita em n\u00f3s. Infelizmente, este fato \u00e9 muitas vezes negado na Igreja dos nossos dias. Os pregadores oferecem frequentemente \u00e0 audi\u00eancia, um atalho para a santidade. Num emocional&nbsp;\u201capelo\u201d,&nbsp;encorajam as pessoas a chegar \u00e0 frente para receber a plenitude, o batismo, a vida de vit\u00f3ria. O povo \u00e9 iludido ao pensar que tal experi\u00eancia cr\u00edtica ir\u00e1 impulsionar algu\u00e9m, autom\u00e1tica e permanentemente, para um n\u00edvel mais elevado de santidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A liberta\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo que passo a passo \u2013 n\u00e3o \u00e9 algo que se consiga instantaneamente. A promessa \u00e9:&nbsp;\u201cE a tua for\u00e7a seja como os teus dias\u201d (Deuteron\u00f4mio 33.25 ). Quando nos dizem&nbsp;\u201cenchei-vos do Esp\u00edrito\u201d (Ef\u00e9sios 5.18), o significado literal \u00e9 \u201cenchei-vos&nbsp;<em>continuamente<\/em>&nbsp;do Esp\u00edrito\u201d. \u00c9 uma a\u00e7\u00e3o presente e cont\u00ednua. Nenhuma \u201cexperi\u00eancia de altar\u201d que possamos ter tido na noite anterior poder\u00e1 nos garantir a liberta\u00e7\u00e3o para as tenta\u00e7\u00f5es do dia seguinte.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O pecado volunt\u00e1rio<\/h2>\n\n\n\n<p>Muitos crentes sofrem de ansiedade desnecess\u00e1ria&nbsp;por pensarem que teriam cometido o pecado volunt\u00e1rio de Hebreus 10.26-27. Conjecturam que, ao usarem a vontade quando pecam<strong>,&nbsp;<\/strong>s\u00e3o culpados do pecado volunt\u00e1rio e est\u00e3o condenados ao julgamento e ao fogo vingador que ir\u00e1 devorar os advers\u00e1rios de Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas&nbsp;n\u00e3o \u00e9 essa a verdade. \u00c9 essencial apercebermo-nos que h\u00e1&nbsp;uma diferen\u00e7a entre os&nbsp;<em>atos<\/em>&nbsp;de pecado e o pecado&nbsp;<em>volunt\u00e1rio e obstinado<\/em>&nbsp;de Hebreus 10. O pecado obstinado \u00e9 a apostasia, e o vers\u00edculo 29 define-o como pisar o Filho de Deus, profanar o sangue do Testamento com que ele foi santificado, e ultrajar o Esp\u00edrito da gra\u00e7a. Nenhum crente verdadeiro pode, alguma vez, ser culpado disso! O fato de estar preocupado por pensar que cometeu este pecado \u00e9 um indicador de que isso n\u00e3o aconteceu. Os que s\u00e3o ap\u00f3statas da f\u00e9 crist\u00e3 est\u00e3o t\u00e3o empedernidos e s\u00e3o t\u00e3o arrogantes que nem sequer pensam nesse problema. N\u00e3o temem a Deus ou o seu castigo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ajuda ineficaz para a vit\u00f3ria<\/h2>\n\n\n\n<p>Antes de deixarmos a lista das coisas que devemos saber,&nbsp;\u00e9 \u00fatil recordarmos que h\u00e1 certas atitudes e a\u00e7\u00f5es que n\u00e3o nos auxiliam na conquista da santidade. O&nbsp;<em>ascetismo<\/em><strong>&nbsp;<\/strong>n\u00e3o ajuda. Em Colossenses 2.23 Paulo diz que apesar da tortura pessoal e da auto-nega\u00e7\u00e3o terem a apar\u00eancia de santidade, n\u00e3o \u201cs\u00e3o de valor algum sen\u00e3o para a satisfa\u00e7\u00e3o da carne\u201d. O&nbsp;<em>monasticismo<\/em>&nbsp;n\u00e3o auxilia. Podemos separar-nos do mundo numa cela de um mosteiro, mas n\u00e3o podemos separar-nos de n\u00f3s mesmos e da nossa pr\u00f3pria natureza. A&nbsp;<em>introspec\u00e7\u00e3o<\/em>&nbsp;tamb\u00e9m n\u00e3o auxilia, n\u00e3o h\u00e1 vit\u00f3ria em n\u00f3s mesmos; nos ocuparmos conosco \u00e9 como lan\u00e7ar uma \u00e2ncora dentro dum barco. A&nbsp;<em>passividade<\/em>&nbsp;tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 a resposta. A santidade n\u00e3o sobrev\u00e9m a quem apenas espera passivamente por ela. Nem sequer sobrev\u00e9m atrav\u00e9s de um&nbsp;<em>intenso estudo da tenta\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Quanto mais pensarmos numa tenta\u00e7\u00e3o, mais prov\u00e1vel \u00e9 que vacilemos. Por fim a vit\u00f3ria n\u00e3o se alcan\u00e7a por se&nbsp;<em>desistir em desespero.&nbsp;<\/em>Isso \u00e9 a derrota, e Deus n\u00e3o pode usar crentes derrotados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao procurar a liberta\u00e7\u00e3o do poder do pecado que habita em n\u00f3s, h\u00e1 algumas verdades que podem ser especialmente \u00fateis. Vamos consider\u00e1-las. As duas naturezas Devemos lembrar que existem duas naturezas em cada crist\u00e3o (Romanos 7.14-25). Uma \u00e9 a velha natureza maligna e corrupta que nasce com ele. 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